sábado, 28 de março de 2009










Em 1977, nasceu “Tieta do Agreste” – obra na qual Jorge Amado demonstra o conhecimento quase inesgotável dos aspectos mais corriqueiros da vida popular do povo baiano. Seus costumes, ofícios, modos de ser e agir, religiosidade e das estratégias de sobrevivência. Nas primeiras cenas do romance, assim como no musical, Sant’Anna do Agreste, pequena vila do interior da Bahia, vive dias de grande expectativa enquanto se prepara para receber Tieta, filha da terra que retorna depois de 26 anos de ausência. Aos 17 anos, Tieta viverá aventuras amorosas que escandalizaram a população. Denunciada pela irmã mais velha, Perpétua, Tieta foi expulsa de casa pelo pai Zé Esteves. Desde a sua partida, o único contato de Tieta com a família era através de cartas que tinham como remetente uma caixa postal em São Paulo. Além da correspondência, controlada por Carmo, funcionária dos Correios, amiga e confidente de Tieta e a solteirona mais alegre e informada da cidade, Tieta também enviava ajuda financeira para o pai; as irmãs, Perpétua e Elisa e os sobrinhos. Tieta retorna ao Agreste, já rica e poderosa, omitindo um grande segredo, viúva de um industrial paulista e transforma-se na grande benfeitora da cidade.
Acompanhada por Leonora, que apresenta como sua enteada, Tieta é recebida com toda pompa pela família, habitantes e políticos da cidade perdida no mapa e no tempo. Leonora e Ascânio (jovem e progressista secretário da Prefeitura, que tem como ambição fazer a luz elétrica chegar à cidade ainda iluminada por luz de gerador) envolvem-se em um casto romance, enquanto Tieta tem uma tórrida relação com Cardo, o sobrinho seminarista, filho da austera Perpétua, o que provoca no romance um apimentado conflito. Jorge Amado conseguiu expressar em palavras a essência da Bahia. Nas ruas do centro de Salvador ou nas plantações de cacau de Ilhéus, narrou conflitos e injustiças sociais, maravilhas e peculiaridades do seu estado-natal e construiu personagens que esbanjavam sensualidade. Muitos conheceram a Bahia e o Brasil, através do olhar do escritor. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em mais de 49 idiomas.

Ficha Técnica:
Autor: Jorge Amado
Direção Geral e Adaptação: Christina Trevisan
Música e Direção Musical: Pedro Paulo Bogossian
Coreografia: Rosely Fiorelli
Letras: Christina Trevisan e Pedro Paulo Bogossian
Cenografia: Marcelo Larrea
Figurino Tieta: Rita Benitez
Figurino Elenco: Chris Aizner e Olintho Malaquias
Projeto de Luz: Wagner Freire
Preparação–Criação Vocal e Sotaque: Alessandra Krauss Zalaf
Visagismo: Anderson Bueno
Projeto de Som: Raul Teixeira
Programador Visual: Alexandre de Paula
Elenco:Tânia Alves – Tieta
Emanuelle Araújo - Elisa
Maria do Carmo Soares - Perpétua
Blota Filho - Barbosinha
Vyvian Albouquerque – Bebé / Elisa
Tânia Paes - Leonora
Osvaldo Raimo - Velho Esteves
Luiz Araújo – Ricardo
Neusa Romano – Carmosina
Fábio Barreto - Ascânio
Cleto Baccic- Mirko
Luiz Amorim - Comandante Dário
Rogério Romera – Astério
Priscilla Antonucci – Tonha / Bebé
Marcus Lacerda - Osnar
Dora Bueno – Cinira
Alice Reis – Imaculada
Flávia Strongolli - Beata
Felipe Frazão – Peto
Mozeli Neves - Araci
Músicos: Pedro Paulo Bogossian, Silvio Venosa, Itamar Vidal, Beto Sodré, Rodrigo Mardegan, Micaela Marcondes, Gabriel Raposo.
Produtoras: Giselle Said, Adriana Ventura.
Produtoras Executivas: Amália Tarallo, Renata Silva.
Direção de Produção: Valdir Archanjo, Ubirajara Saide.
Realização: ASA PRODUÇÕES CULTURAIS

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